quarta-feira, 8 de novembro de 2023

Eu posso bater mais um prego em suas mãos e fá-lo-ei sem nenhum receio





Achou estranho, por que? É isso que fazemos todas as vezes que cometemos pecados já carregado por Jesus. Porque já fomos perdoados, ja fomos sarados, ja fomos salvos. Mas infelizmente, é incrível como qualquer coisa insignificante consegue nos fazer esquecer do seu imensurável amor.
"mas ele foi transpassado por causa das nossas transgressões, foi esmagado por causa de nossas iniquidades; o castigo que nos trouxe a paz estava sobre ele, e pelas suas feridass fomos curados."(isaias 53.5)

É belo, esse feito! O que mais poderia nos dar o dono da vida, senão a sua própria vida? Pois ele é maravilhoso, conselheiro, Deus forte, Príncipe da paz. O filho de Deus, em quem o próprio Deus se alegra, o Unigênito, que despiu-se da sua glória, se fez homem, humilhou-se a si mesmo, para que pudéssemos ter vida e, vida com abundância. No entanto, o que nós temos feito para agradecer? Temos retribuído esse amor como deveríamos? Ou temos em nosso coração o amor pelo pecado? Se amamos a Cristo ao invés do pecado, então por qual motivo nos inflamamos ao ponto de colocá-lo mais uma vez naquela cruz? Não cansamos de ver isso? O sofrimento nos alegra? A dor de alguém que ama intensamente é motivo de chacota aos nossos olhos? Por que desprezamos a vida? Por que desprezamos o amor? Cancelamos todos os dias pessoas porque não cumprem seus deveres morais, mas e nós? E nós? cumprimos? Então o que faremos sabendo do mal que temos feito? Mesmo que ainda por vezes nos esforcemos e não consigamos, saliento aqui, neste momento, o que disse crisóstomo: "fira a sua alma!", será o golpe mais dolorido que sentiremos, mas esse golpe nos fará escapar da morte. Como escapar da morte, quando o que mais sabemos fazer é pecar? Se o salário do pecado é a morte, como faremos para não sermos pagos com ele? Lembremos então dos ladrões que estavam ao lado da cruz de Cristo, sentenciados a morte, cada um pagando pelos seus próprios delitos, eram iguais, mas somente uma coisa os diferenciavam, era simplesmente, o arrependimento sincero. Outrora tertuliano, acreditava que sua vida era designada para nada menos do que arrepender-se, comhecia o golpe da santidade, o qual o feria constantemente. Afirmamos que ele estava certo, deveríamos da mesma forma, pensar nisto e nos apegar a tal, lembrando que isso não é árduo, não o consideremos assim, o arrependimento, quando sincero, é o meio mais eficaz de alcançarmos misericórdia. Portanto não escondamos nossos pecados, não encubramos nossas trangressões, que nos arrependamos profundamente, como quem perde um ente muito amado e a sua alma se torna inconsolável, olhemos para o pecado com desprezo e amargor. Consideremos a negligência do nos arrependermos como o bater dos pregos, nas mãos ensaguentadas de Jesus, parece melodramático, mas aquele que assim não pensa, não conheceu o amor de Cristo. "o que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia." (pv 28.13). Desse modo, até que gostaria de alongar mais esse texto, contudo não quero que a leitura seja cansativa, mas que alcancemos precisamente o ponto de arrependimento da nossa alma, não foram as tristezas passageiras, as perdas mínimas, a incompreesão de outro, a injúria, a falsidade, a falta do que vestir, a falta do que comer, a morte de alguém ou a infidelidade de outro, que entregou a vida em nosso lugar para que pudéssemos, não nessa vida, mas na que há de vir, jubilarmos com amor e sinceridade, livres de toda tristeza, dor, choro, doenças, miséria e todo mal existente, foi Cristo o Nazareno. Além disso Ele nos ajudará a enfrentar os dias maus nesse mundo que jaz no malígno, não devemos nos apegar a este mundo, "pois toda carne é como a erva, e toda a sua glória, como flor da erva; seca-se a erva, e cai a sua flor; a palavra do senhor, porém, permanece eternamente. ora, esta a palavra que vos foi evangelizada." (1 pe 1.24-25).
Destarte a palavra de Cristo é a sua promessa, desde a sua caminhada terrena, crucificação e ressurreição, ela foi ensinada aos seus discípulos, que depois foram apóstolos e perpetua até os dias de hoje, isso que foi ensinado a eles, a sua mensagem que inicialmente era, "arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus." (mt 4.17). Agora, pois, completa-se como resultado do arrependimento o maior plácito: "voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que onde eu estou, estejais vós também." creia, pois essa promessa é verdadeira e, todo sacrificio terreno é nada, comparado com a glória que há de ser revelada. "porque para mim tenho por certo que os sofrimentos do tempo presente não podem ser comparados com a glória a ser revelada em nós." (rm 8.18)

Texto por: Ligia Carvalho Viveiros

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